O que são Projetos?
Comecemos pelo óbvio. Entre as definições dos dicionários brasileiros — aqui usando o Michaelis® como exemplo — encontram-se:
Propósito de executar algo
Vontade pessoal de realizar alguma coisa.
Plano detalhado de um empreendimento a ser realizado
A documentação técnica que viabiliza um empreendimento.
Conjunto de ideias iniciais de um texto, geralmente provisórias
Intenção de desenvolver algo mais adiante.
Esboço de trabalho que se pretende realizar
Rascunhos e anotações de ideias para executar depois.
Plano de uma edificação, contendo descrições, plantas, orçamento, quantidade de pessoas envolvidas, etc
É esta a definição que interessa à engenharia — e a que usamos aqui.
Como se vê, já existe uma definição voltada à construção civil, detalhando o que se espera desta etapa. O problema está no "etc.": ele passa a impressão de uma capacidade infinita de gerar informação. Essa capacidade é limitada. Por isso avaliamos com o cliente qual informação complementar é de fato necessária, evitando custo que não traz benefício ao empreendimento.
Um projeto precisa atender necessidades específicas e oferecer soluções técnicas únicas, confiáveis, seguras e as mais econômicas possíveis. É nesta etapa que se pavimentam as vias de realização do sonho de muitas famílias — e é aí que a sua importância aparece, somando-se às questões legais, estéticas, financeiras, de usabilidade e de segurança.
Com a evolução tecnológica, trabalhos que antes levavam meses hoje saem em semanas — às vezes em dias. Esse ganho de escala, porém, não veio necessariamente acompanhado de melhoria: etapas importantes de discussão, debate e conferência foram eliminadas do processo, com equipes de três ou quatro profissionais substituídas por uma só pessoa.
O desafio de hoje não é terminar em tempo recorde. É terminar no tempo necessário para que verificações, checagens e compatibilizações sejam realmente feitas — e para que os pequenos ajustes aconteçam antes da entrega, e não durante a obra.
Esse cuidado não é exagero, e fica claro quando se olha para os impactos. O quadro abaixo mostra como os benefícios para o gerenciamento evoluem conforme cresce o escopo de projetos contratado.
| Escopo Contratado | Legal | Integração | Escopo | Tempo | Custo | Riscos | Aquisições | Partes Interessadas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ausência de projetos | Ilegal | Impossível | Imprevisível | Imprevisível | Imprevisível | Altíssimos | Imprevisível | Desinformadas |
|
Projetos básicos (Conforme legislação local) |
Legal | Impossível | Precário | Imprevisível | Imprevisível | Alto | Imprevisível | Desinformadas |
|
Projetos básicos bem detalhados (Conforme legislação local) |
Legal | Impossível | Precário | Imprevisível | Imprevisível | Alto | Imprevisível | Desinformadas |
| Projetos complementares + básicos | Legal | Possível | Bom | Estimável | Estimável | Médio | Previsível | Informações insuficientes |
| Projetos complementares + básicos bem detalhados | Legal | Possível | Detalhado | Definível | Definível | Baixo | Previsível | Informações insuficientes |
| Pacote de planejamento | - | Possível | - | Detalhado | Detalhado | Baixo | Detalhada | Bem informadas |
| Pacote de gestão de riscos | - | Possível | - | - | Detalhado | Controlado | Detalhada | Muito bem informadas |
O gráfico abaixo compara o grau de detalhamento do escopo com o risco da obra. Quanto mais detalhados os projetos e os documentos técnicos, menor o risco — e mais previsível e segura fica a execução.
Por mais evidentes que sejam os benefícios de contratar projetos completos, compatibilizados e detalhados, ainda predomina no mercado a impressão de que se está comprando "papel". Esse é o maior desafio a superar. O que se compra, na verdade, é informação compatibilizada: incompatibilidades antecipadas e resolvidas, especificações feitas, análises de custo, risco e prazo bem fundamentadas, previsibilidade financeira. Com isso em mãos, o cliente decide o melhor momento de executar, dentro das suas possibilidades e sem se expor a riscos desnecessários.
A GHC Engenharia trata esta etapa como investimento, não como despesa. Ela representa entre 2% e 3% do valor final do empreendimento, e raríssimas vezes ultrapassa essa margem. Um único erro na fase de acabamento já pode custar mais do que todo o investimento feito em projeto. É por isso que cuidamos desta fase com o rigor que ela merece: para entregar valor real e respeitar o investimento do cliente.
O Abismo entre um Desenho e um Projeto Técnico
Projetos de engenharia não são apenas representações visuais; são sistemas complexos de dados que garantem a viabilidade, segurança e eficiência de grandes empreendimentos.
Mas, como isso é possível? "Os documentos que possuo para o meu empreendimento são ótimos. Além disso, eles são muito bonitos e atenderam tudo o que eu solicitei e foram entregues muito rapidamente e quase não precisei solicitar alterações, saiu quase tudo de primeira!". - Será?
Vamos refletir bem sobre isso. Para tal, vejamos os exemplos abaixo:
Situação 01
Ao lado, vemos a representação visual de um banheiro de uma residência.
A planta baixa, no canto superior direito, informa bem as dimensões do ambiente e apresenta seus principais componentes.
Há uma vista representada, para a principal parede, identificando muito claramente o posicionamento dos elementos.
Na parte inferior da imagem, vemos à esquerda, a relação dos materiais, um outro agrupamento para falar, especificamente de Louças & Metais.
Temos também a representação do plano de iluminação do ambiente, posicionando os pontos e detalhando qual tipo representa.
É inegável que temos uma aparesentação muito boa e atraente. Mas, e do lado de vista funcional?
Situação 02
Ao lado, vemos a representação visual do mesmo banheiro, agora com pequenos ajustes.
A planta baixa segue no canto superior direito, informando bem as dimensões do ambiente e apresenta seus principais componentes. Porém agora, ela contêm uma outra informação extremamente útil para o projetista de hidráulica. A locação dos pontos sanitários. Algo simples, mas que pode gerar erros de transição de informação.
Agora chegou-se à grande diferença. Sairam todos aqueles detalhes gráficos lindos para entrar uma tabela feia dessas?
Mas olhemos em detalhe. O que saiu, foram apenas representações gráficas que nada agregavam ao gerenciamento do negócio, apenas embelezavam e repetiam informações.
A tabela, em contrapartida, entra com detalhes relevantes para as demais disciplinas, possibilitando melhor controle do que temos que entregar.
O Abismo entre um Desenho e um Projeto Técnico
Como demonstrado acima, muitos confundem a representação gráfica com a engenharia de fato. Na GHC, tratamos o projeto como um conjunto de diretrizes técnicas rigorosas, cálculos criteriosos e especificações que eliminam a subjetividade no canteiro de obras.
É importante deixar claro, representações gráficas de desenhos bem feitos não são o problema. O que identificamos repetidamente no mercado atual à exaustão, são projetos lindos e muitos sem nenhuma especificação clara dos materiais, levando à subjetividades que consequentemente acarretar sempre o mesmo desfecho, clientes sucessivamente sendo "bombardeados" por adicionais.
Desenho Simples
Representação bidimensional limitada, sem inteligência de dados ou simulação de conflitos.
Projeto GHC
Integração multidisciplinar com quantitativos exatos e especificações precisas.
Padrão de Detalhamento LoD de até 400
Construímos digitalmente antes da primeira estaca ser batida. O nível de desenvolvimento 400 garante controle milimétrico para fabricação de elementos de precisão.
Integração de Dados
Todas as informações de materiais, custos e cronogramas embutidas diretamente no modelo geométrico.
Clash Detection
Identificação automática de interferências entre sistemas (hidráulica vs. estrutura) ainda na fase de projeto.
Pronto para Obra
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